Ah, mulheres…

Que coisa, ficar esperando a mulher. Na verdade, eu nem sei porque faço isso. Afinal de contas, o carro é quase todo meu. Ela deu uns 20% só. Bem, o problema é que todo o homem deveria ser cortês; é a sina dos homens. Apesar de alguns ignorarem o caso, os homens são sim, escravos das mulheres. E a cortesia com elas é obrigação. Então acontece que temos que esperá-las para ir embora para casa, fazer comida quando elas pedem, passar creme nas costas, ir no súper, levá-las e buscá-las em todos os lugares (inclusive no salão) e outras coisas maçantes. Eu disse maçantes? Não é verdade. Até gostamos. Nos sentimos úteis. E o melhor de tudo: temos argumentos para cobrar coisas delas, quaisquer que sejam. Não é uma grande arma? Contra o mau-humor? Contra o sono depois de agüentar duas horas de conversa de futebol ininterruptas? Contra a má-vontade de ver aquele filme de ação? Contra as duzentas e treze peças de roupas espalhadas pela casa? Contra a mesa desarrumada? Contra o bafo-de-onça de manhã? E não venha me dizer que isso é bobagem. Não existe novos tempos. Só os velhos, modificados. Todos os homens adoram as mulheres (inclusive não só a sua) e caem de joelhos por elas. Por isso que nós nos arrastamos até o carro para levá-las para aquele lugar no quinto dos infernos, depois de oito horas ininterruptas de trabalho. E não adianta ficar sério. Elas entram no carro, d„o um sorriso e desmanchamos. Aliás, nem precisa de sorriso. Só aquela carinha bonitinha já é o suficiente. Para quê mais?

Ah, mulheres…

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